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Caracterização da Indústria Farmacêutica do Estado do Rio Grande do Sul
Characterization of the Pharmaceutical Industry of the State of Rio Grande do Sul

Maria Aparecida Cunha Pereira
Pedro Ros Petrovick
Paulo E.Mayorga Borges

RESUMO: O objetivo deste trabalho é descrever alguns aspectos que caracterizam a indústria farmacêutica gaúcha, priorizando a análise de recursos humanos. Esta análise foi realizada a partir de dados referentes ao número de empresas, localização, estrutura legal, porte, número de empregados e formação. Os dados foram obtidos a partir de um levantamento realizado em 28 empresas farmacêuticas gaúchas durante o primeiro semestre de 2001.
Unitermos: indústria farmacêutica , caracterização da indústria , recursos humanos

MÉTODO DA PESQUISA

Os dados foram obtidos através de uma pesquisa descritiva do tipo levantamento pela aplicação da técnica da entrevista utilizando um questionário padronizado. As empresas pesquisadas se enquadraram nos seguintes critérios:

• possuir Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Ministério da Saúde;
• possuir Certificado de Regularidade emitido pelo Conselho Regional de Farmácia/RS;
• estar em funcionamento no momento da pesquisa e produzir medicamentos para uso humano.
Como base para a montagem da lista de empresas farmacêuticas no Estado, foram utilizados os cadastros da Secretária da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul - Divisão de Vigilância Sanitária, do Conselho Regional de Farmácia / RS e do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Rio Grande do Sul.
As entrevistas com os diretores e técnicos das empresas foi realizada entre os meses de janeiro e maio de 2001 por uma única entrevistadora, a qual também visitou as instalações das empresas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Aspectos Gerais

Os dados oficiais do parque industrial farmacêutico do Estado do Rio Grande do Sul são contraditórios, face aos diversos critérios de cadastramento. Deste modo, atualmente, cerca de 34 empresas encontram-se arroladas na Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul e 48 no Conselho Regional de Farmácia .
Os resultados apresentados referem-se às 28 indústrias farmacêuticas entrevistadas que responderam ao questionário, este número corresponde a 96,55 % das empresas no Rio Grande do Sul que atenderam aos requisitos da pesquisa.
A maioria das empresas farmacêuticas gaúchas se localiza em Porto Alegre (67,86%) e Grande Porto Alegre (17,86%), restando somente 14,28% empresas situadas no interior do Estado (fig. 2). ****(Caxias, Camaqüã e S. Ângelo)

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1. RIO GRANDE DO SUL. Secretaria de Saúde do Estado. Divisão de Vigilância Sanitária. Relação das indústrias farmacêuticas do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2001.

2. CONSELHO Regional de Farmácia do Estado do Rio Grande do Sul. Listagem das indústrias de medicamentos cadastradas no CRF/RS. Porto Alegre, 2001.

Figura 2. Localização dos estabelecimentos industriais farmacêuticos no estado do Rio Grande do Sul.

Pelos dados obtidos na distribuição de freqüência das organizações relativas ao seu faturamento médio anual (tabela 1), segundo o enquadramento proposto pela ANVISA nas Resoluções 237 e 367 (BRASIL, 1999), verifica-se que a indústria farmacêutica gaúcha pode ser caracterizada como pequena (50,01%), com uma tendência de crescimento pela soma das freqüências (39,28 %) para média empresa.

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Quanto à classificação por porte, utilizando-se os cortes tradicionais segundo o número de empregados. A maioria das empresas (57,15 %) pode ser classificada como empresa de pequeno porte (de 20 a 99 empregados). Como microempresas (até 19 empregados) foram arroladas 32,14 % dos estabelecimentos industriais, detendo a segunda maior freqüência. Somente 10,47 % dos estabelecimentos podem ser ordenados como empresas de médio porte (100 a 499 empregados). Esta classificação demonstra uma inversão e tendência de melhora em relação aos dados obtidos pelo SEBRAE (1992), onde 54,17 % dos estabelecimentos se enquadravam como microempresas e 37,50 % como empresas de pequeno porte.

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Os dados obtidos relativos à origem do capital demonstram que a maioria absoluta (96,43 %) das empresas possui capital exclusivamente nacional e somente 3,57 % é formada por capital internacional. Esta transferência ocorreu nos últimos dois anos. Portanto, a indústria farmacêutica gaúcha caracteriza-se como predominantemente nacional. Obtiveram-se informações da realização de transações com grupos estrangeiros para formação de empresa com capital misto, ou seja, nacional e internacional, porém tais transações ainda não haviam sido concluídas durante o período da pesquisa.

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A tabela 4 apresenta a distribuição de freqüência das empresas segundo a sua estrutura legal, verifica-se que 78,57 % são compostas por empresas de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, 17,86 % são sociedades anônimas e 1 (3,57 %) é uma fundação de direito público. A partir da análise desta distribuição constata-se a predominância de empresas privadas, formadas por um número reduzido de sócios, geralmente de uma mesma família.

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